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Os interesses franceses no acordo militar são só comerciais?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Observando o comportamento do Sarkozy, o entrosamento entre ele e Lula e os resultados das negociações de transferência de tecnologias militares, tendo a achar que os interesses franceses vão além dos comerciais. Sabemos que Sarkozy é representante legítimo da direita francesa, dizem alguns que ele é mesmo ligado à máfia corsa. Cabe então a pergunta: porquê um representante da direita neoliberal francesa ajudará uma nação em desenvolvimento a se fortalecer?

Parece que há um interesse geopolítico das elites francesas numa aliança estratégica com o Brasil, talvez até mesmo num sentido contra-hegemônico. Vivemos um momento muito interessante no cenário global, com uma redução da influência e da importância dos EUA, tanto pela crise do capitalismo quanto pela perda de autoridade nos últimos anos, consequência dos movimentos desesperados do império estadunidense no sentido de tentar evitar sua decadência.

Aproveitar o momento de fragilidade do império e montar uma aliança estratégica que lhe assegure acesso a combustíveis e matérias primas seria um movimento natural por parte da França, um objetivo de longo prazo e oportunista, no sentido de aproveitar o momento. A França, assim como os países da Europa de uma forma geral, carece de matérias primas e acesso a petróleo. O Brasil carece de tecnologia e precisa fortalecer suas forças armadas.

Juntando uma necessidade com a outra parece-me que o momento é propício para se iniciar essa parceria estratégica e o terreno é propício para isso. Decerto que nas relações internacionais sinceridade e boas intenções são coisas raras, mas, desde que façamos uma boa negociação, acho que poderemos montar uma parceria estratégica em que todos ganham, brasileiros e franceses e, de quebra, ajudamos a retirar mais uma pedra dos alicerces da hegemonia dos EUA.

Para o PiG* a reeleição de Chaves é ditadura, a de Uribe não

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Na leitura matinal dos jornais me deparei com matéria do Estadão sobre a vitória no congresso colombiano da proposta de mais uma reeleição para Uribe. Eufemisticamente o jornal trata o terceiro mandato como “segunda reeleição”, clara tentativa de criar confusão e amenizar a possibilidade de crítica. A votação da proposta foi eivada de vícios como compra de votos e favorecimentos a aliados de Uribe.

Segundo o jornal, que não se importa em manter um correspondente em Bogotá e usa as notícias da BBC, “a lei foi aprovada com 85 votos a favor e 4 contra, em meio a denúncias de compra de votos e de supostas irregularidades na arrecadação dos fundos para a promoção do projeto de referendo. A oposição, liderada pelo Partido Liberal, se retirou do Parlamento no momento da votação.”

A minha questão não é quanto ao processo de votação do congresso colombiano, mas com os dois critérios da grande(?) imprensa brasileira. A Venezuela legitimamente, por maioria no congresso, aprovou uma nova constituição, uma nova institucionalidade que permitiu a reeleição e a democracia direta através de plebiscitos e a possibilidade da revogação de mandatos através do voto popular. Hugo Chávez venceu várias disputas eleitorais, se não me falha a memória nove. Ele venceu eleições presidenciais, plebiscitos, referendo revogatório e seus aliados venceram as disputas com a oposição que diminui cada vez mais.

Mas, segundo a imprensa tupiniquim a Venezuela é uma ditadura, enquanto a Colômbia é um país sério. Não há uma só crítica ao militarismo de Uribe, não se fala a verdade sobre as bases militares dos EUA na Colômbia, nada se fala na construção da Colômbia para cumprir na América Latina o papel que Israel cumpre no Oriente Médio. Se há um fator de desestabilização na América Latina hoje ele é Uribe, e não Chávez, nem Correa ou Morales.

Também nenhuma palavra sobre os esquadrões da morte de Uribe, os grupos para-militares, o financiamento de Uribe pelo tráfico de drogas, o papel da CIA e do exército dos EUA no fomento à violência na Colômbia, os assassinatos de opositores. Muita mentira também sobre as FARC, sobre a guerra civil e sobre as condições de vida do povo colombiano.

Colômbia aprova referendo para terceiro mandato de Uribe

É interessante ver como a imprensa brasileira não se preocupa em fazer a cobertura da América Latina por ela mesma. Os jornalões brasileiros compram essas notícias de agências internacionais, como a BBC. Compare o que o Estadão publicou com o texto da BBC:

Matéria da BBC sobre a reeleição de Uribe

*PiG é o Partido da Imprensa Golpista segundo Paulo Henrique Amorim

Situação do México demonstra que estamos certos

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A Folha desta terça publica entrevista com o presidente do México, Felipe Calderón, que culpa os EUA pela recessão de 8% neste ano. O título da matéria na página principal do UOL é pouco menos expressivo do que o usado internamente: “Presidente mexicano vê Brasil como alternativa a dependência dos EUA”. Ou seja, o México está tentando se afastar dos EUA e se aproximar de seus vizinhos do sul, especialmente o Brasil.

É interessante copiar aqui um trecho da chamada no UOL:

De acordo com Calderón, setores americanos acusam o México injustificadamente na área de direitos humanos, não controlam o consumo interno de drogas e extrapolam os níveis mexicanos reais de violência. Numa comparação direta com a Colômbia, disse: “Nunca admitimos nem admitiremos atividades militares, de nenhum tipo, dos americanos em nosso território”. O objetivo da visita ao Brasil foi buscar o estreitamento nas relações econômicas, políticas e diplomáticas entre os países.

Ainda não li a entrevista completa, mas pelo que o UOL adiantou as palavras de Calderón são a antítese do discurso da direita entreguista. A dependência do México em relação aos EUA e o NAFTA (precursor da mal fadada ALCA) são responsáveis pela expressiva queda do PIB mexicano. Vejam bem do que escapamos. Se fosse um governo do PSDB estaríamos hoje na ALCA, com uma dependência excessiva de exportações para os EUA, nossas leis ambientais teriam caído e ainda por cima teríamos bases americanas na Amazônia, nas fronteiras com a Venezuela e a Colômbia.

É interessante também ver a opinião do México sobre a questão das bases dos EUA na Colômbia. Sem citar diretamente a Colômbia, Calderón afirma que “Nunca admitimos nem admitiremos atividades militares, de nenhum tipo, dos americanos em nosso território”. É outro país soberano se posicionando contra o acordo militar que Uribe pretende impor ao seu povo e que ameaça a paz em toda a América Latina. Lembro que o México tem muita experiência sobre intervenções e invasões norte-americanas, o que lhe dá autoridade para fazer aquela afirmação.

México culpa EUA por queda de até 8% no PIB

Ditadura em Honduras se aprofunda com estado de sítio e suspensão dos direitos constitucionais

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Para quem mantinha qualquer ilusão quanto ao caráter do golpe de Honduras, os fatos recentes reforçam o conteúdo reacionário, repressivo e de tendências fascistas da ditadura hondurenha. Um “democrático” decreto do seu “democraticamente” eleito congresso suspendeu as garantias constitucionais da cidadania, inclusive o direito constitucional de manifestação.

Isso por causa do crescente isolamento internacional do país e do virtual estado de rebelião popular por que passa o país. A população nas maiores cidades está indo rumo à insurreição contra a ditadura e a suspensão dos direitos fundamentais da cidadania nada mais é que o estabelecimento de um estado de sítio.

Sobre o decreto que aprofunda a ditadura, basta dizer que ele foi “democraticamente” tramitado no congresso. As medidas de emergência exigiriam o voto da maioria dos 128 congressistas, mas apenas quatro dezenas deles estavam presentes quando a suspensão de direitos foi votada, por unanimidade. Ou seja, não há legitimidade nem legalidade na medida, como se um golpe de estado fosse algo legal ou justificável.

Com o aprofundamento do golpe, o exército poderá entrar em domicílios partidulares sem ordem judicial. Cidadãos poderão ser presos por mais de 24 horas sem acusação formada. A livre associação, a livre manifestação e a livre circulação foram suspensas entre as 22 e as 5 horas – horário de vigência do toque de recolher, decretado no dia do golpe.

Tudo leva a crer que a motivação para o aprofundamento da ditadura hondurenha é o estado de insurreição por que passa o país. O povo hondurenho resiste ao golpe com manifestações, greves e tomada de praças e rodovias. Os indígenas se levantaram contra o golpe, os camponeses, através da Via Campesina e outras organizações, se mobilizaram e entraram em greve, e parece que há uma greve geral em curso no país.

Se Zelaya era candidato a ditador, como pregam alguns, porque então ele tem tanto apoio de seu próprio povo? Porque uma greve geral contra o golpe? A grande imprensa não noticiará nada disso, assim como foi na Venezuela e noutras paragens. Resta-nos recolher pedaços de informação na Internet e divulgar o que está acontecendo, pois assim daremos conta do ovo da serpente lá e cá.

Tirei informações do Vermelho e de uma pesquisa rápida no Google:

http://codigo430.blogs.sapo.pt/262102.html
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58941
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58966

Sobre o golpe de estado em Honduras

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Infelizmente a história se repete. Há aqueles que, não sei se por purismo ou por ingenuidade, como o Ernesto, pretendem justificar um erro pelo outro. Foi assim no golpe de 64 no Brasil, foi assim na Venezuela de Chávez e está sendo assim em Honduras.

Como não confio na imprensa brasileira, fui até o New York Times, CNN, BBC e outras fontes para me informar. Não há um único apoio sequer ao novo governo, a OEA e todos os países que se manifestaram exigiram a manutenção do presidente Zelaya no cargo. Se o presidente Zelaya cometeu um erro, foi o de afrontar a Suprema Corte, o Congresso e as forças armadas tudo ao mesmo tempo. Ele erro feio no cálculo político de seus movimentos e pagou caro por isso.

O fato é que ele foi deposto ilegalmente com base numa fraude. Para os ingênuos que pensam que a ditabranda recém instalada em Honduras será civil e com data marcada para término, lembro um pouco de nossa própria história. Na virada de 31 de março para 1º de abril de 1964, o presidente do Congresso Nacional, Auro Moura Andrade, declarou vaga a presidência da república, com o presidente João Goulart em território nacional, enquanto as tropas do general Mourão Filho se deslocavam de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro. Foi, das mesma forma como em Honduras, uma proclamação “legal” do Congresso, com um civil colocado na presidência (Ranieri Mazzilli, então presidente da Câmara) e com suporte dos militares somente na manutenção da ordem nas ruas.

Os ingênuos de então, à esquerda e à direita, incluindo os de centro, acreditavam que a “normalidade” constitucional seria retomada em breve, com eleições democráticas. O resto da história todos sabemos, uma ditadura sanguinária que roubou os sonhos de uma geração, assassinou, perseguiu e exilou milhares de cidadãos e patriotas.

Que não se enganem. O que houve em Honduras não é justificável de forma alguma. Não cabe relativizar, contextualizar, dizer que Zelaya agiu contra a ordem ou contra a legalidade. Toda e qualquer tergiversação neste momento é antidemocrática e pró golpista.

Rigorosamente, ele não cometeu crime algum, pois realizar um plebiscito, ou consulta ou o que quer que fosse, não implicaria aceitação do resultado desse plebiscito pela institucionalidade estabelecida. Caso fosse assim, qualquer enquete que se fizer e que for considerada, pelas forças que detêm o poder econômico e que controlam a imprensa, como um bom motivo para executar um golpe assim será usada, dado o precedente hondurenho, e então qualquer país está sujeito a este tipo de manobra.

A teimosia de Zelaya foi o pretexto para um golpe que, com certeza, já estava sendo articulado há tempos. Citarei o New York Times sobre a preparação para o golpe, para mostrar que a tentativa de Zelaya de fazer a consulta na marra foi meramente um pretexto para executar um golpe previamente preparado: “Com a escalada da crise, enviados do americanos começaram nos últimos dias conversações com membros do governo hondurenho e das suas forças armadas num esforço para deter um possível golpe. Um alto funcionário do governo americano, que se dirigiu aos jornalistas na condição do anonimato, disse que os militares puseram um fim àquelas discussões no domingo.”
(http://www.nytimes.com/2009/06/29/world/americas/29honduras.html)

Esta declaração mostra com suficiente clareza que o golpe já vinha sendo orquestrado e que qualquer ingenuidade na avaliação do que está ocorrendo em Honduras só beneficia os golpistas. Lembro que Honduras, com o empenho de Zelaya, aderiu recentemente à ALBA, o que aumentou ainda mais a ira das classes dominantes hondurenhas contra o seu presidente democraticamente eleito.

É interessante usar o Google e buscar mais informação sobre o que está acontecendo lá. Veja, por exemplo, a declaração do embaixador venezuelano, afirmando que diplomatas foram agredidos pelos golpistas:

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=396259

Ou a afirmação de que chefes militares do golpe foram treinados pelos EUA e fizeram parte dos esquadrões da morte dos tempo mais negros da ditadura hondurenha:

http://www.southernstudies.org/2009/06/key-leaders-of-honduras-military-coup-trained-in-us.html

(Este artigo foi postado também no blog do Nassif com algumas pequenas diferenças)

Israel confirma uso de arma proibida

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O exército sionista finalmente admitiu que usou armas de fósforo branco, como eu já havia adiantado no meu outro artigo:

Israel reconhece que usou armas proibidas durante ação em Gaza

Crimes de guerra como este têm que ser julgados e Israel não escapará a uma condenação se for levada à corte.

Israel promove o extermínio do povo palestino

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A prática do estado militarista de Israel é, como todas as letras, a do extermínio do povo palestino. Não bastassem as centenas de mortes de civis, a transformação da faixa de Gaza num gueto para palestinos e a situação de grave miséria do povo que vive em Gaza, agora fica cada vez mais claro quais os objetivos do estado sionista.

Os bombardeios a instalações civis, a destruição de escolas e hospitais, primeiro a proibição da entrada de ajuda humanitária e agora o bombardeio do prédio da ONU onde era guardada a ajuda humanitária, usando bombas de fósforo, tudo isso mostra claramente que a ação militar é uma ação punitiva contra o povo palestino, tal como os nazistas fizeram na Segunda Guerra Mundial, por exemplo em Lídice na ex-Tchecoslováquia. As bombas de fósforo são proibidas por um tratado de 1980, mas o exército sionista as tem usado sistematicamente contra a população civil na faixa de Gaza.

Limpeza étnica, não há outro nome para o que Israel está promovendo sob as bênçãos dos EUA.

Por mais distante que esteja este conflito de nossa realidade, não podemos ficar indiferentes ao que está acontecendo na Palestina. Precisamos demonstrar nosso repúdio e exigir o cessar fogo imediato e a retirada das tropas sionistas da faixa de Gaza. Lutar pelo povo palestino ajuda também a afastar esse tipo de conflito de nosso país.

Lembre-se de que há propostas de desmembramento do Brasil, com a transformação da Amazônia em território internacional. Não está descartada, por exemplo, a ação de potências estrangeiras na imensa reserva Yanomami em Rondônia, de modo a criar um estado indígena autônomo dentro do nosso território. Há regiões em Roraima na qual brasileiros são impedidos de entrar por causa da ação de falsas ONGs estrangeiras. Repito, não está descartada a ação de potências no Brasil assim com foi criado o estado de Israel.

Infelizmente a ONU não passa de um fantoche nas mãos dos EUA. O Secretário Geral da ONU limita-se a esbravejar contra o bombardeamento de prédios da organização pelo exército de Israel, mas a ONU não faz nada concreto, não toma nenhuma atitude. Os países que compõem a ONU têm a obrigação moral e ética de fazer com que a organização cumpra seu papel de mediadora e acabe com o conflito imediatamente.

Até mesmo o trabalho da imprensa está comprometido. Como Israel não quer que o mundo veja os crimes de guerra que está cometendo, o exército sionista agora começa a bombardear a imprensa. Agora que teve começo a agressão de jornalistas, onde está aquela organização pretensamente defensora da imprensa livre, os Repórteres Sem Fronteira? Os RSF limitam-se a criticar os regimes à esquerda, tratam logo de calar-se quando a imprensa é agredida pelo exército de Israel. E a imprensa brasileira, qual sua posição sobre o bombardeamento da imprensa por Israel?

E a posição do governo brasileiro? Não basta enviar o Celso Amorim para que ele diga ao governo sionista que nosso governo é contra a agressão e pedir o cessar fogo. Falta coragem a Lula para seguir o exemplo de Hugo Chávez que expulsou o embaixador israelense.

Vale a pena ler os seguintes artigos:

Lídice - Wikipédia, a enciclopédia livre

Diretor de agência da ONU denuncia uso de bombas de fósforo em Gaza

Ministro do Interior do Hamas morre em bombardeio e prédio da ONU é atacado por Israel

História ao gosto do freguês (instrutivo artigo sobre o conflito na Palestina)

Imprensa sofre ataque em Gaza

As armas utilizadas e os alvos atingidos pelos bombardeamentos israelenses

Forças israelenses utilizam armas mortais novas e desconhecidas – de ‘energia direta’, agentes químicos e/ou biológicos – num ensaio macabro da guerra futura

Ferimentos misteriosos indicam a utilização de uma nova arma por Israel

Israel lança gases venenosos sobre aldeias no sul do Líbano

As imagens na página a seguir são tenebrosas, mas mostram muito bem o que Israel está fazendo com os povos do Líbano e da Palestina desde, pelo menos, 2006:

Ajuda solicitada: Que espécie de armas causa estes danos?

Primeira observação sobre a vitória de Obama

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A eleição de Barack Obama é fato muito expressivo e gerador de muitas esperanças em todo o mundo. O resultado das eleições nos EUA são a expressão do anseio pela mudança, a expressão da vontade popular de que alguma coisa mude no país mais poderoso do mundo.

É certo que precisamos analisar a vitória de Obama com muito cuidado, sem nutrir maiores esperanças, pois o establishment dos EUA dificilmente deixarão que ele tome atitudes que contrariem a secular lógica imperialista da classe dominante estadounidense. O fato de ser do partido Democrata e oposição a Bush não significa que ele vá romper com o status quo ou dar uma guinada na política externa.

Nossa esperança com relação à política externa é a grave crise por que passa o capitalismo. A máquina guerreira dos EUA é o fardo mais pesado que eles têm para carregar. O esforço de guerra, a fabricação de armamentos e a manutenção das forças armadas consomem a maior parcela do orçamento dos EUA.

Como eles terão de enfrentar a maior crise do capitalismo depois de 1929 e como Obama se elegeu com um discurso mudancista resta-nos esperar que ele reduza o déficit de seu orçamento cortando nas despesas militares, o que seria um alento e tanto para os povos do mundo.

A economia dos EUA e sua moeda, o Dólar, passam por dificuldades muito sérias. Há inclusive a perspectiva de hiper-inflação no Dólar, represada pelo fato de o Dólar ainda ser a moeda de reserva do mundo e pelas ações do FED. Para evitar a hiper-inflação Obama terá de mudar completamente a política econômica e monetária, revertendo o déficit atual e promovendo o crescimento da economia.

Em outro artigo abordarei estas questões, pois agora quero me concentrar na possibilidade real de mudança que a eleição de Obama representa. Não posso dizer que estou confiante, mas tenho esperança de que ele fará uma diferença. Não tenho nenhuma ilusão quanto ao papel do presidente dos EUA, sei muito bem das limitações às quais qualquer indivíduo que assuma aquele posto será submetido.

Mas, desde que a esperança é a última que morre, dou a Obama um voto de confiança, já que não pude dar meu voto nas eleições deste histórico 4 de novembro de 2008.

Direita terrorista na Bolívia

sábado, 13 de setembro de 2008

A imprensa brasileira mais uma vez mostra como presta um deserviço a todos, ou talvez preste um serviço de desinformação. Se o MST faz ocupações ou manifestações é tachado de terrorista.
Mas se a direita fascista boliviana atenta contra um governo legítimo, que foi escrutinado por duas eleições, incluindo aí um referendo revogatório, a imprensa não fala nada, nem uma crítica. Pessoas começam a morrer na Bolívia e a coisa é tratada como se Evo Morales fosse o culpado pelas ações fascistas dos separatistas fascistas.
Precisamos fazer uma campanha na Internet para mostrar a realidade da luta do povo boliviano e desmascarar a direita terrorista e fascista.