Novo remédio contra hipertensão foi desenvolvido e patenteado com sucesso pela UFMG
Ontem, 4/8/2009, o “Jornal Hoje” da Globo levou ao ar matéria muito interessante sobre um remédio contra hipertensão desenvolvido pela UFMG. Finalmente algum reconhecimento, ainda que um pouco tardio, ao esforço que nossa academia faz.
Medicamentos contra a hipertensão estão na cesta de remédios que recebem descontos de até 90% da Farmácia Popular, do Governo Federal, e são um dos itens de maior demanda no mundo. São remédios de uso contínuo e que rendem centenas de milhões de dólares às multinacionais todos os anos. Com o desenvolvimento da UFMG, que tem condições de entrar no mercado em três anos, o Brasil finalmente dá um importante passo no sentido da sua soberania farmacêutica, para criar um neologismo.
Curiosamente, a primeira patente concedida ao novo medicamento foi obtida na China. Esse medicamento é resultado de mais de vinte anos de pesquisa e apresenta aspectos inéditos e avançados recursos de controle de liberação do princípio ativo.
É interessante prestar atenção às inovações que o medicamento traz, como o uso de nanomaterial para revestimento do princípio ativo. O uso inovador desse nanomaterial permitiu desenvolver um medicamento que tem liberação controlada no organismo e que não ataca o sistema digestivo, ou seja, não causa efeitos colaterais comuns noutros hipertensivos.
O medicamento já foi testado com sucesso e resultados extremamente animadores em voluntários de Belo Horizonte e testes clínicos em pacientes do Brasil todo começarão em breve. O remédio foi resultado do trabalho de uma equipe multidisciplinar, com pessoal da química além da biologia.
Para mais informações sobre o remédio consulte:
Correio Braziliense — UFMG cria novo medicamento contra a hipertensão
Para minha surpresa, a revista Veja (cuja leitura, de modo geral, não recomendo), publicou uma matéria interessante sobre o medicamento:
Veja — Matéria sobre o medicamento da UFMG
Para mim, além de ser mais um sucesso do nosso sistema de ciência e tecnologia, é mais uma prova de que este país pode dar certo.